Contratar a primeira pessoa é um marco: quer dizer que o negócio cresceu ao ponto de já não caber só em ti. Mas também traz papelada e prazos legais que, se falhares, custam caro. Este é o guia do princípio ao fim.
1. Define o perfil (antes de tudo)
Antes de pôr um anúncio, responde a três perguntas: que tarefas esta pessoa vai fazer, que competências são mesmo essenciais, e que tipo de contrato faz sentido (sem termo, a termo certo, tempo parcial). Um perfil mal definido é a principal razão de contratações que correm mal.
2. Encontra candidatos
Não há licença nem canal único. Os mais usados em Portugal são o IEFP (Net Emprego), o Net-Empregos, o Sapo Emprego, o LinkedIn e, para funções operacionais, o OLX. Um bom anúncio, claro e honesto sobre função e condições, filtra logo metade do trabalho.
3. Seleciona
Triagem de CVs, uma ou duas entrevistas e, se aplicável, um pequeno teste prático. Guarda os dados dos candidatos de forma organizada e cumpre o RGPD: só podes guardar candidaturas com uma base legal e por um período razoável.
4. A parte legal da admissão (a mais importante)
Escolhida a pessoa, há obrigações que têm de estar todas cumpridas antes ou no arranque do contrato:
- Contrato de trabalho: por escrito nos casos exigidos por lei (por exemplo, contratos a termo), com todas as menções obrigatórias.
- Comunicação à Segurança Social: tem de ser feita até ao início da execução do contrato, no Portal da Segurança Social (artigo 29.º do Código dos Regimes Contributivos, na redação do Decreto-Lei n.º 127/2025). Comunicar nas 24 horas seguintes já é contraordenação leve. Não comunicar é muito grave: por negligência, a coima vai de 1.250€ a 6.250€ para um empresário em nome individual e de 1.875€ a 9.375€ para uma sociedade com menos de 50 trabalhadores. O caminho no portal, que é o mesmo para qualquer trabalhador, está no guia para inscrever um trabalhador estrangeiro na Segurança Social.
- Seguro de acidentes de trabalho: obrigatório, tem de estar ativo antes de a pessoa começar.
- Medicina no trabalho: exame de admissão do colaborador.
- Inscrição em fundos aplicáveis e registo do trabalhador nos sistemas da empresa.
Quanto custa mesmo contratar?
O erro clássico é olhar só para o salário. O custo real inclui mais:
- Segurança Social a cargo da empresa: mais 23,75% sobre o salário bruto.
- Subsídio de alimentação, seguro de acidentes e equipamento.
- Tempo de recrutamento e formação inicial.
Só o processo de recrutamento, se o fizeres bem, leva facilmente dezenas de horas entre escrever anúncios, triar CVs e entrevistar.
Fazer sozinho ou delegar?
Se tens tempo e paciência para a papelada, dá para fazer sozinho. Se preferes focar-te no negócio, podes delegar a contratação de A a Z: tratamos do anúncio, da triagem, das entrevistas e de toda a admissão legal, do anúncio ao primeiro dia. Fazemos-te um orçamento à medida, grátis e sem compromisso, com um preço fechado por contratação e sem percentagem do salário como cobram as agências.
A parte que corre mal não é escolher a pessoa certa, é falhar um prazo legal da admissão. É aí que uma contratação simples se transforma numa coima.
Precisas de contratar sem stress?
Tratamos de tudo, do anúncio ao primeiro dia, com a admissão legal incluída. Fala connosco numa reunião gratuita.
Ver o processo de contrataçãoMargarida de Sousa Dias
Fundadora da Digitask. Apoio administrativo e backoffice para microempresas e PME em Portugal.