Não há uma resposta certa para toda a gente. Há a resposta certa para a tua empresa, e ela depende de quatro fatores. Responde a estas perguntas com honestidade e a decisão fica clara.
1. Volume: quantas horas por semana?
Esta é a pergunta mais importante. Faz a conta real do tempo que tu (ou a tua equipa) gastas em tarefas administrativas: email, faturação, documentos, agendamentos. Se o total não chega às 40 horas por semana, um administrativo a tempo inteiro vai passar parte do tempo sem trabalho que justifique o custo.
2. Continuidade: é previsível ou variável?
Trabalho estável todos os dias aproxima-te de uma contratação. Trabalho que sobe e desce conforme a época, os projetos ou os clientes adapta-se melhor a um modelo flexível, à medida do volume de trabalho.
3. Presença: precisa de estar fisicamente no local?
Receber pessoas ao balcão, gerir um stock físico ou atender presencialmente exige alguém no local. A maior parte do backoffice moderno, no entanto, faz-se à distância: email, faturação, redes sociais e documentos não precisam de uma secretária na sala ao lado.
4. Variedade: precisas de uma só competência ou de várias?
Uma pessoa raramente é boa a administrativo, marketing, recursos humanos e gestão ao mesmo tempo. Ao externalizar, tens acesso a várias competências sob o mesmo contrato, sem contratar três pessoas diferentes.
Quando contratar faz sentido
- Tens 40 horas por semana de trabalho administrativo, contínuo e previsível.
- Parte das tarefas exige presença física diária.
- Já tens dimensão e tesouraria para suportar o custo total (entre 1.550€ e 2.394€ por mês com encargos, do salário mínimo a 1.500€ de base).
Quando externalizar faz sentido
- Precisas de menos de um horário completo, ou o volume varia.
- O trabalho faz-se à distância.
- Queres várias competências (administrativo, marketing, documentação) sem multiplicar contratações.
- Queres evitar encargos sociais, equipamento e o risco de tempo parado.
Para a maioria das microempresas, a resposta honesta às quatro perguntas aponta para externalizar, pelo menos até o volume justificar uma pessoa a tempo inteiro.
E se for um misto?
É frequente e perfeitamente válido. Muitas empresas têm uma pessoa interna para o atendimento e externalizam o backoffice especializado (faturação, redes sociais, documentação). O importante é não pagar um salário completo por trabalho que não enche um horário completo.
Se quiseres perceber qual o caminho certo no teu caso, podes falar connosco numa reunião gratuita ou começar pelas sete perguntas do pedido de plano à medida.
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Pedir o meu plano grátisMargarida de Sousa Dias
Fundadora da Digitask. Apoio administrativo e backoffice para microempresas e PME em Portugal.